Dia 358 · quinta-feira, 24 de dezembro

O Verbo Se Fez Carne

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade."JOÃO 1:14

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Transcrição

Oi, meu querido… que bom ter você comigo hoje. É o By God's Call — dia 358, O Verbo Se Fez Carne.

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1:14.

Deixa esse versículo pousar por um momento. Não passa rápido por ele. Porque João não está descrevendo um evento histórico qualquer — ele está apontando para o maior acontecimento de toda a eternidade.

Antes de Belém existir, antes do tempo ter nome, o Verbo já era. Ele era Deus falando — e tudo o que existe veio à vida pela força da sua palavra. O céu, a terra, a luz, o mar, você — tudo isso nasceu porque Ele falou. E agora João nos diz que esse mesmo Verbo, eterno e criador, decidiu entrar na própria criação que fez.

Não de longe. Não disfarçado. Não de passagem.

Se fez carne.

Isso é o escândalo bonito do Natal. Jesus tomou pele. Tomou ossos. Sentiu fome, sentiu cansaço, sentiu frio. O Criador de tudo usou os pulmões que Ele mesmo havia inventado para respirar o mesmo ar que nós respiramos. Não há distância maior que Deus atravessou para chegar até você — e Ele a atravessou inteira.

E habitou entre nós. A palavra que João usa no grego original — ela significa armou sua tenda. Jesus não alugou um apartamento na periferia do mundo. Ele acampou. Ele fincou estacas. Ele veio morar no meio de tudo: da nossa bagunça, das nossas dores, das nossas mesas cheias e das nossas noites vazias. Deus não visita de longe — Ele veio ficar.

E os que estavam com Ele viram. Viram glória. Não a glória de um símbolo religioso distante. Glória com rosto. Glória com mãos que tocavam leprosos. Glória com voz que dizia "vai, e não peques mais" sem condenar quem havia pecado. Em cada milagre, em cada refeição partilhada, em cada palavra de compaixão, Deus estava se revelando — e o rosto que aparecia era o rosto de Jesus.

Cheio de graça e de verdade. Os dois juntos. Sempre juntos. Porque Jesus nunca suavizou a verdade pra te poupar do desconforto, mas também nunca usou a verdade como arma pra te envergonhar. Ele abraça sem aprovar o que destrói você. Ele corrige sem condenar quem você é. Não existe ninguém mais assim — só Ele.

E é esse Jesus que chegou. Que chegou até nós. Que chega até você hoje.

Então aqui está o convite desta manhã de véspera de Natal — e eu te peço que não passe por ele como se fosse mais um item da lista do dia. Antes do café, antes do barulho, antes de tudo começar lá fora, reserve dois minutos em silêncio. E diga em voz alta — não só no pensamento, em voz alta — diga: "Jesus, obrigado por vir até mim."

Deixa o Natal começar dentro de você antes de começar em volta de você.

Fica com Deus. Ore — e depois, aja. Até amanhã, meu querido.