Dia 317 · sexta-feira, 13 de novembro

Melhor que a Vida

"Porque o teu amor é melhor do que a vida, os meus lábios te louvarão."SALMOS 63:3

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Transcrição

Oi, meu querido… que bom ter você comigo hoje. É o By God's Call — dia 317, Melhor que a Vida.

Escuta esta palavra. Deixa ela pousar antes de você seguir em frente.

"Porque o teu amor é melhor do que a vida, os meus lábios te louvarão." Salmos 63, versículo 3.

Pensa em quem escreveu isso. Davi. Não num palácio, não num momento de vitória. Ele estava fugindo pelo deserto da Judéia — sem exército, sem conforto, sem certeza de amanhã. A areia nos pés, o sol nas costas, os inimigos atrás. E foi justamente ali, no lugar mais árido que ele conhecia, que ele abriu a boca e cantou. Não depois que a situação melhorou. Ali. No meio do deserto. Isso me diz algo sobre o que o louvor realmente é.

Mas antes de chegarmos ao louvor, para. Fica com a declaração. Davi não diz que o amor de Deus é reconfortante. Não diz que é útil. Ele diz que é melhor do que a vida. A vida — o bem mais precioso que você tem, a coisa que você protege acima de tudo — e ele diz que o amor de Deus a ultrapassa. Essa é uma afirmação enorme. E não é exagero poético. É teologia vivida no deserto.

A palavra hebraica por trás desse "amor" é hesed. E hesed não é um sentimento passageiro. Não é o amor que vem e vai dependendo de como você está se saindo. Hesed é amor fiel, comprometido, de aliança — o amor que diz "eu não vou embora" mesmo quando você não merece que fique. Quando tudo mais ao redor de você vacila, esse amor permanece. Não porque você se esforçou o suficiente — mas porque esse é o caráter eterno de Deus, e ele é a favor de você.

E esse amor não ficou só nas palavras. Ele foi provado. Na cruz, Jesus entregou a própria vida, porque o amor de Deus por você é maior do que qualquer custo. Se você já duvidou — se Deus realmente se importa comigo, se eu realmente tenho valor aos olhos dele — a cruz é a resposta. Não há dúvida que aguente de pé diante daquilo.

Então Davi diz: "os meus lábios te louvarão." Não quando eu sair do deserto. Não quando a situação resolver. Agora. Ali. O louvor não nega a dor — ele não finge que o deserto não é real. Mas ele reorienta o coração. Ele vira o rosto para Aquele que é maior do que qualquer circunstância. E antes de ser um ato de sentimento, o louvor é um ato de confiança. Você escolhe proclamar quem Deus é antes de sentir tudo que isso significa. E é nesse ato que a alma começa a se firmar.

Então hoje, antes do café da manhã — antes de olhar o celular, antes de checar as notícias, antes de deixar o dia entrar — para. Diz em voz alta, só uma frase simples: "Senhor, o teu amor é melhor do que tudo que este dia pode me oferecer ou tirar." Diz isso com a boca. E depois fica quieto por um minuto. Só um minuto. Deixa essa verdade assentar no fundo do coração, antes que o mundo venha fazer barulho.

Esse é o ato. Pequeno por fora. Profundo por dentro.

Fica com Deus. Ore — e depois, aja. Até amanhã, meu querido.