Dia 258 · terça-feira, 15 de setembro
"O teu amor leal é melhor do que a vida; os meus lábios te louvarão."SALMOS 63:3
Oi, meu querido… que bom ter você comigo hoje. É o By God's Call — dia 258, Melhor Que a Vida.
O teu amor leal é melhor do que a vida; os meus lábios te louvarão. Salmos 63:3.
Deixa essa frase pousar um momento. Não corra. Porque Davi não escreveu isso de dentro de um palácio, com o coração tranquilo e a vida arrumada. Ele escreveu isso do deserto da Judeia — um homem fugindo do próprio filho, com areia nos pés e traição nas costas. E ainda assim, a primeira palavra que sai dele não é queixa. É louvor. O lugar árido não conseguiu calar o coração que conhecia a Deus.
Eu preciso que você entenda o que ele está dizendo, porque a palavra que está por trás de "amor leal" — em hebraico, hesed — ela carrega um peso que o português mal consegue segurar. Não é sentimento. Não é emoção do momento. É o amor que fez um pacto e não quebra. É o amor que não depende do seu desempenho, da sua consistência, dos seus dias bons. É o amor que chega até você no deserto — especialmente no deserto — e diz: eu ainda estou aqui.
E Davi faz uma afirmação que, para qualquer hebreu que estivesse ouvindo, soaria quase impossível de dizer: esse amor é melhor do que a vida. Pensa no que isso significa. Para esse povo, a vida era o bem mais precioso que existia. Dizer que algo é melhor do que ela era a declaração mais alta que um ser humano podia fazer. Davi não estava sendo poético por poetizar. Ele estava sendo exato. Sem esse amor, a vida mesma perde o que a torna valiosa. Ele sabia disso. Não pela teoria — pela experiência.
E nós, que vivemos do outro lado da cruz, sabemos mais do que Davi sabia naquele deserto. Porque o que ele intuía — esse amor comprometido, esse hesed que não abandona — nós vimos acontecer. Jesus entregou a vida para que esse amor chegasse até nós. O amor que é melhor do que a vida custou, de fato, uma vida. A dele. E isso muda tudo.
Então olha o que Davi faz com isso. Ele não espera sentir vontade. Ele não espera o sol nascer, a situação mudar, o coração aquecer. Ele faz uma declaração de intenção: os meus lábios te louvarão. Não "se eu me sentir bem." Não "quando isso acabar." Agora. O louvor nasce primeiro como escolha — e muitas vezes os sentimentos vêm depois. Você não precisa esperar o ambiente melhorar para abrir a boca. O ato de abrir a boca já é fé.
E é exatamente isso que eu te convido a fazer hoje. Antes do café da manhã — antes do celular, antes da pressa, antes do peso do dia — abre a boca e diz em voz alta uma frase. Só uma. Algo pelo qual você é grato ao amor de Deus hoje. Não precisa ser eloquente. Não precisa ser longo. Precisa ser sincero. Deixa o dia começar com esse som nos seus lábios. Porque esse é o som que o deserto não conseguiu calar em Davi — e não vai calar em você.
Fica com Deus. Ore — e depois, aja. Até amanhã, meu querido.