Dia 124 · segunda-feira, 4 de maio

Uma Só Voz

"Os que tocavam cornetas e os cantores, em uníssono, louvaram e agradeceram ao Senhor. Ao som de cornetas, címbalos e outros instrumentos, levantaram suas vozes em louvor ao Senhor e cantaram: "Ele é bom; o seu amor dura para sempre". Então uma nuvem encheu o templo do Senhor, de forma que os sacerdotes não podiam desempenhar o seu serviço, pois a glória do Senhor encheu o templo de Deus."2 CRÔNICAS 5:13-14

Arquivo de áudio em breve

As mensagens de voz oficiais estão sendo preparadas. As gravações de teste foram removidas para que apenas o áudio aprovado da Escritura seja publicado.

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Transcrição

Oi, meu querido… que bom ter você comigo hoje. É o By God's Call — dia 124, Uma Só Voz.

Escuta essa cena, porque ela é uma das mais impressionantes de toda a Escritura: "Os que tocavam cornetas e os cantores, em uníssono, louvaram e agradeceram ao Senhor. Ao som de cornetas, címbalos e outros instrumentos, levantaram suas vozes em louvor ao Senhor e cantaram: 'Ele é bom; o seu amor dura para sempre'. Então uma nuvem encheu o templo do Senhor, de forma que os sacerdotes não podiam desempenhar o seu serviço, pois a glória do Senhor encheu o templo de Deus." 2 Crônicas 5:13-14.

Deixa isso pousar. O templo tinha acabado de ser construído. Anos de trabalho, ouro suficiente para comprar impérios, madeira do Líbano, pedra lavrada com perfeição — tudo pronto. E ainda assim, o templo em si não era o ponto alto dessa cena. O ponto alto veio depois, quando os cantores e os trombeteiros se levantaram — e o texto faz questão de dizer: em uníssono. Não cada um tocando sua própria melodia, não cada voz buscando se destacar. Uma só voz, um só som, subindo junto.

E olha a letra que eles cantaram. Não foi um hino complexo, cheio de teologia elaborada. Foi uma frase simples: "Ele é bom; o seu amor dura para sempre." Só isso. Repetida, cantada com o coração inteiro. E essa simplicidade não diminuiu nada — pelo contrário, ela abriu os céus.

Porque no momento exato em que essa unidade e essa simplicidade se encontraram, aconteceu algo que nenhum arquiteto tinha planejado: uma nuvem encheu a casa do Senhor. Não uma nuvem qualquer — a glória de Deus, tão densa, tão real, que os sacerdotes, homens treinados a vida inteira para aquele serviço, não conseguiam nem ficar de pé. Imagina a cena: homens preparados havia anos para ministrar diante de Deus, de repente incapazes de fazer o próprio trabalho, porque a presença estava forte demais.

E aqui está o detalhe que eu quero que você guarde: a nuvem não desceu antes do louvor. Ela desceu no meio dele. Deus não chegou primeiro para depois ser louvado — Ele respondeu ao louvor que já estava subindo, sincero, em uníssono, sem divisão. A presença de Deus não é o ponto de partida de uma liturgia perfeita. Ela é a resposta a corações que se uniram, de verdade, para dizer a mesma coisa ao mesmo tempo.

Isso muda como eu penso sobre o meu próprio louvor. Às vezes eu acho que preciso de uma canção complicada, de uma oração elaborada, de palavras bonitas o suficiente para merecer a atenção de Deus. Mas essa cena me lembra: às vezes tudo o que é preciso é uma frase simples, dita com o coração inteiro, em unidade com quem está ao seu lado. "Ele é bom. O seu amor dura para sempre." É simples. E é suficiente para encher a casa de glória.

Então hoje, antes do café da manhã, eu quero que você cante essa mesma linha em voz alta. Não precisa ter voz bonita. Não precisa de instrumento. Só precisa de sinceridade. Cante: "Ele é bom, o seu amor dura para sempre." E repita. Repita até sentir o coração esquentar. Até a nuvem descer — não literal, mas a paz real, a presença real, que vem quando o louvor sobe sem divisão.

Fica com Deus. Ore — e depois, aja. Até amanhã, meu querido.