Dia 284 · domingo, 11 de outubro
"Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação."HABACUQUE 3:17-18
Oi, meu querido… que bom ter você comigo hoje. É o By God's Call — dia 284, Ainda Assim Alegria.
"Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação." Habacuque 3:17-18.
Esse não é um versículo de alguém que teve um dia difícil e escolheu ver o lado bom. Isso é o fim de um livro inteiro de luta. Habacuque começa questionando Deus — por que a violência continua? Por que os injustos prosperam? Por que Deus parece ficar em silêncio diante do sofrimento do Seu próprio povo? O profeta discute, insiste, exige uma resposta. E Deus responde — mas não da forma que Habacuque esperava. E é depois dessa longa conversa, depois de ouvir e ainda não entender tudo, que ele chega a essas palavras finais.
Repara na lista que ele monta. Figueira sem flor. Videira sem uva. Olival sem fruto. Lavoura sem alimento. Curral vazio. Estábulo vazio. Seis perdas, uma atrás da outra — e cada uma delas representava, naquela cultura agrícola, o colapso total da sobrevivência. Não é uma metáfora suave de "dia ruim". É fome real. É a possibilidade concreta de não ter o que comer.
E então vem a palavra que muda tudo: ainda assim. Depois de listar cada perda possível, sem esconder nenhuma, sem minimizar nada — ainda assim eu exultarei no Senhor.
Repara que ele não diz "eu vou fingir que está tudo bem." Ele não está reprimindo a dor ou negando a realidade. Ele está escolhendo, de olhos abertos, para onde vai direcionar a sua alegria. E essa alegria não está presa à colheita — está presa à pessoa de Deus.
E olha o título final que ele usa: "o Deus da minha salvação." Não "o Deus da minha safra." Não "o Deus que sempre enche o meu celeiro." Ele escolhe se agarrar a algo que nenhuma seca, nenhuma crise econômica, nenhuma circunstância consegue tocar — a salvação que já é dele, garantida, segura.
Isso muda a forma como a gente vive, não muda? Porque a maioria de nós aprendeu, sem perceber, a colocar a nossa alegria em cima das coisas que podem falhar. O emprego, a conta bancária, a saúde, o relacionamento. E quando essas coisas vacilam, a alegria vacila junto. Habacuque está te mostrando outro caminho — não um caminho sem dor, mas um caminho onde a alegria tem uma âncora mais funda do que a circunstância.
Então hoje, eu quero que você pense: qual é a área da sua vida que está vazia como o curral de Habacuque? Talvez seja financeira. Talvez seja relacional. Talvez seja um sonho que não deu certo. Nomeia essa área — não para fingir que ela não dói — e declara em voz alta: "Ainda assim, eu exultarei no Senhor." Não porque a dor sumiu. Mas porque a sua alegria está ancorada em Alguém maior do que ela.
Fica com Deus. Ore — e depois, aja. Até amanhã, meu querido.