Dia 255 · sábado, 12 de setembro

Amor que Liberta

"Porque grande é o seu amor por mim; você livrou a minha alma da morte mais profunda."SALMOS 86:13

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Transcrição

Oi, meu querido… que bom ter você comigo hoje. É o By God's Call — dia 255, Amor que Liberta.

"Porque grande é o seu amor por mim; você livrou a minha alma da morte mais profunda." Salmos 86:13.

Deixa essa palavra pousar por um momento. Grande. Não suficiente — grande. Davi podia ter dito: "o seu amor me sustenta," "o seu amor me basta." Mas ele não escolheu essas palavras. Ele disse grande. E quando Davi escolhe uma palavra, ele sabe o que está fazendo. Esse homem conhecia a dor. Conhecia a perseguição, a traição, a noite em que o chão some debaixo dos pés. E mesmo assim — ou talvez por causa disso — ele não fala de uma gota de misericórdia. Fala de um oceano. Sem fundo. Sem horizonte. Esse é o Deus que está olhando para você agora, neste momento.

E olha — esse amor não é teoria. Davi não está filosofando à beira de uma lareira. Ele sentiu na pele. Ele sabe o que é cair fundo, cair de verdade, e ser erguido por uma mão que não soltou no momento mais difícil. O amor de Deus tem histórico. Tem registro. Não é promessa vaga — é fidelidade que já se provou.

Agora presta atenção na expressão que ele usa: "das profundezas do além." Das profundidades. Davi não exagera. Ele está falando de lugares dentro da alma humana que parecem irrecuperáveis. Você sabe de que lugares estou falando — aquela vergonha velha que você carrega há anos e que acha que ninguém pode tocar. Aquela dor que não passa, que volta nas madrugadas. Aquele medo que você já venceu mil vezes na cabeça e que ainda assim aparece de manhã. Esses lugares existem. E a Palavra não nega isso. O que ela diz é algo muito mais poderoso: Cristo desceu até lá.

O que Davi antecipava nesse Salmo, Jesus cumpriu na cruz. Ele não ficou acima do sofrimento humano, olhando de longe. Ele entrou nele. Ele desceu até o ponto mais baixo possível para que o amor de Deus pudesse nos alcançar exatamente onde estamos — não onde achamos que deveríamos estar, mas onde estamos de verdade. Não há profundeza mais funda do que onde Ele já esteve. Nenhuma.

E agora olha para o verbo que Davi usa: "livrou." Passado. Não "vai livrar se eu me comportar bem." Não "talvez liberte se eu merecer." Livrou. A libertação já está assinada. Já está selada no amor de Deus. Isso não é presunção — é fé. E essa fé dá ao crente uma segurança que não depende do humor do dia, da intensidade do culto de domingo, nem de como você está se sentindo agora. O amor que te libertou não consulta o seu estado de espírito antes de ser grande.

Então hoje eu te convido a fazer uma coisa só. Antes do café — antes de abrir o celular, antes de entrar no ritmo do dia — para. Pensa numa profundeza que você ainda carrega. Uma dor, um medo, um fracasso que ficou guardado. E diz em voz alta, com a sua boca, essas palavras: "Senhor, o teu amor é maior do que isso." Diz de verdade. Deixa a boca ensinar o coração. Porque às vezes a fé precisa começar na língua antes de chegar ao peito.

Fica com Deus. Ore — e depois, aja. Até amanhã, meu querido.