Dia 244 · terça-feira, 1 de setembro

Barro nas Mãos

""Ó comunidade de Israel, será que não posso eu agir com vocês como fez o oleiro? ", pergunta o Senhor. "Como barro nas mãos do oleiro, assim são vocês nas minhas mãos, ó comunidade de Israel."JEREMIAS 18:6

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Transcrição

Oi, meu querido… que bom ter você comigo hoje. É o By God's Call — dia 244, Barro nas Mãos.

"'Ó comunidade de Israel, será que não posso eu agir com vocês como fez o oleiro?', pergunta o Senhor. 'Como barro nas mãos do oleiro, assim são vocês nas minhas mãos, ó comunidade de Israel.'" Jeremias 18:6.

Deus manda Jeremias descer até a casa de um oleiro. Não é uma parábola contada de longe — é uma experiência real, com barro de verdade, roda girando, mãos sujas de argila. Deus queria que Jeremias visse com os próprios olhos antes de ouvir a lição.

E o que ele vê, no versículo logo antes deste, é simples: o vaso que o oleiro estava fazendo na roda se estraga em suas mãos. Não sai como planejado. E o que o oleiro faz? Ele não joga o barro fora. Ele o refaz — molda outro vaso, diferente, conforme lhe pareceu melhor.

É aqui que Deus faz a pergunta que atravessa gerações: "será que não posso eu agir com vocês como fez o oleiro?" Não é uma pergunta insegura — é uma reivindicação de autoridade. Deus está dizendo: eu tenho sobre vocês o mesmo direito que aquele oleiro tem sobre o barro dele.

E repara numa palavra que quase passa despercebida: "nas minhas mãos". Não jogado no chão. Não abandonado num canto da oficina. Nas mãos. O barro que está sendo moldado — mesmo quando a forma ainda não está pronta, mesmo quando o primeiro resultado falhou — nunca saiu das mãos de quem o está moldando.

Isso muda tudo quando você pensa na sua própria vida. Talvez você sinta que estragou algo. Que a forma que sua vida estava tomando não deu certo. Que você é, agora, um vaso que falhou na roda. Mas olha o que o oleiro faz quando isso acontece: ele não descarta o barro. Ele o pega de novo, com as mesmas mãos, e começa a moldar outra forma. O fracasso não tira você das mãos de Deus — ele só muda o formato que Ele está fazendo.

Há algo profundamente humilhante e profundamente reconfortante nessa imagem ao mesmo tempo. Humilhante porque o barro não escolhe a própria forma — ele se submete às mãos do oleiro. Reconfortante porque essas mãos nunca são cruéis, nunca são descuidadas. São as mãos de quem criou o barro, que conhece exatamente que forma ele foi feito para ter.

Então, com toda sinceridade: existe uma área da sua vida onde você tem resistido à forma que Deus está tentando moldar? Talvez seja uma mudança de direção que você não queria. Talvez seja uma disciplina que parece apertada demais. O convite de hoje é simples, mas não é fácil: identifique essa resistência, nomeie ela diante de Deus, e entregue especificamente essa área nas mãos do oleiro.

Você é barro nas mãos dEle. Não no chão. Nas mãos.

Fica com Deus. Ore — e depois, aja. Até amanhã, meu querido.