Dia 227 · sábado, 15 de agosto
"Ele disse: 'Minha graça é suficiente para você, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.' Portanto, de boa vontade me gloriarei nas minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse sobre mim."2 CORÍNTIOS 12:9
Oi, meu querido… que bom ter você comigo hoje. É o By God's Call — dia 227, A Graça É Suficiente.
Ouça esta palavra. Segunda Coríntios doze, versículo nove — e deixe ela pousar:
"Ele disse: 'Minha graça é suficiente para você, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.' Portanto, de boa vontade me gloriarei nas minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse sobre mim."
Paulo tinha um espinho. A Bíblia não nos diz o que era — e eu acredito que isso é intencional. Porque o espinho de Paulo pode ser a sua ansiedade, a sua doença, o seu relacionamento que não se resolve, a sua luta que ninguém vê. Ele clamou três vezes. Três vezes ele foi diante de Deus e pediu: tira isso de mim. E Deus respondeu. Mas a resposta não foi o que ele esperava.
Deus não tirou o espinho. Ele entrou na dor.
É aí que muita gente tropeça. A gente ora esperando que Deus remova o peso — e quando o peso continua, a gente acha que Deus não ouviu. Mas Deus ouviu. Ele sempre ouve. Só que a resposta Dele raramente remove a carga. Ela a transforma.
E a transformação começa com uma palavra: suficiente.
Minha graça é suficiente para você. Não abundante ao ponto de você nunca sentir falta. Não fácil ao ponto de você nunca precisar depender. Mas suficiente — ao ponto de você nunca, nunca ser abandonado. A graça de Cristo é o pão diário da alma. Exatamente o quanto você precisa, exatamente no momento em que precisa. Nem antes, nem depois. Agora.
E então vem a parte que inverte tudo: o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza. Não apesar da fraqueza. Dentro dela. Quando você chega ao fim de si mesmo — quando a sua força acaba, quando as suas estratégias falham, quando você não tem mais resposta — é exatamente ali que o começo de Deus aparece. A fraqueza não é obstáculo para a graça. É o solo onde ela floresce.
Paulo entendeu isso. E ele não apenas aceitou as suas fraquezas — ele se gloriou nelas, de boa vontade. Isso não é resignação. Isso é fé radical. O mundo diz: esconda o que te falta. O Evangelho diz: é exatamente no que te falta que Cristo é visto. Quando paramos de performar força que não temos, abrimos espaço para que o poder real apareça.
E esse poder — Paulo usa uma palavra cheia de peso — pousa. O poder de Cristo repousa sobre mim. É a mesma palavra que evoca a shekiná, a presença gloriosa de Deus que pousou sobre o tabernáculo no deserto. Aquela presença que iluminava a noite, que guiava o povo, que fazia os sacerdotes caírem de joelhos. Esse mesmo poder quer pousar sobre a sua vida. Não sobre o forte. Sobre o rendido.
Então hoje, faça isto — e faça antes do café da manhã: nomeie em voz alta uma fraqueza que você tem escondido de Deus. Aquela que você tem tentado resolver sozinho, aquela da qual você tem vergonha, aquela que você acha que desqualifica você. Nomeie ela. E diga, com a boca: "Senhor, que o teu poder repouse aqui." Não peça que ela suma. Peça que a graça Dele a cubra. Esse é o ato de fé de hoje.
Fica com Deus. Ore — e depois, aja. Até amanhã, meu querido.