Dia 136 · sábado, 16 de maio
"Com louvor e ações de graças, cantaram responsivamente ao Senhor: "Ele é bom; seu amor a Israel dura para sempre". E todo o povo louvou ao Senhor em alta voz, pois haviam sido lançados os alicerces do templo do Senhor."ESDRAS 3:11
As mensagens de voz oficiais estão sendo preparadas. As gravações de teste foram removidas para que apenas o áudio aprovado da Escritura seja publicado.
Oi, meu querido… bom te ver por aqui hoje. É o By God's Call — dia 136, O Grito do Alicerce.
"Com louvor e ações de graças, cantaram responsivamente ao Senhor: 'Ele é bom; seu amor a Israel dura para sempre'. E todo o povo louvou ao Senhor em alta voz, pois haviam sido lançados os alicerces do templo do Senhor." Esdras 3:11.
Eu quero que você perceba uma coisa antes de qualquer outra: o templo não estava pronto. Nem perto disso. O que tinha acontecido, no máximo, era o lançamento do alicerce — a base, a fundação, aquela parte do trabalho que ninguém tira foto pra mostrar depois, porque fica enterrada debaixo do prédio inteiro. E mesmo assim, o povo gritou. Gritou tão alto que, segundo o próprio texto, o som chegou a lugares distantes. Uma celebração completa por causa de um começo.
Isso já devia bagunçar um pouco a forma como a gente costuma celebrar. A gente aprende a guardar a festa pra quando termina — pro projeto entregue, pra cura completa, pra restauração acabada. Mas aqui, o povo de Deus celebrou o alicerce. Celebrou o começo como se já fosse a vitória inteira. Porque, pra fé, o começo de uma obra de Deus já é motivo suficiente de louvor — porque o que Deus começa, Ele termina.
E olha o que eles cantaram: "Ele é bom; seu amor a Israel dura para sempre." Essa frase não era nova. Gerações antes, os pais deles já cantavam exatamente essas palavras nos salmos, na dedicação do templo de Salomão, nas festas antigas. O povo, recém-saído do exílio, voltou pra casa e voltou a cantar o que os antepassados sempre souberam. Às vezes, meu querido, a fé não é descobrir uma verdade nova — é voltar a cantar em voz alta o que sempre foi verdade, mesmo quando o exílio te fez esquecer a letra da música.
E repara como cantaram: responsivamente. Um grupo declarava uma linha, o outro respondia. Não era um solista se exibindo na frente de todo mundo. Era comunidade inteira, em uníssono, jogando a verdade de um lado pro outro como quem não quer que ela se perca. A adoração de verdade quase sempre é assim — ela se espalha, ela convoca vozes, ela não cabe numa pessoa só.
E tem um detalhe lindo logo depois desse versículo, que talvez você já conheça: muitos dos mais velhos, que ainda se lembravam do templo antigo, choraram alto ao ver a nova fundação — porque sabiam que ela nunca teria a mesma glória visível daquele primeiro templo. E ao mesmo tempo, outros gritavam de alegria pura. E o texto diz algo fascinante: ninguém conseguia distinguir, de longe, o som do choro do som da alegria. Os dois se misturaram no ar. E Deus recebeu as duas vozes como oferta legítima. Você não precisa esconder a lágrima pra também gritar de alegria. Deus ouve as duas.
Então, meu querido, eu quero te perguntar: você tem algum alicerce recém-lançado na sua vida agora? Alguma coisa pequena, recém-começada, ainda longe de estar pronta — um novo hábito, uma reconciliação em curso, um projeto mal saindo do papel? A tentação é esperar o fim pra celebrar. Mas o povo de Deus nos ensina outra coisa hoje.
Antes do café da manhã, identifica esse alicerce. E louva a Deus em voz alta, só porque ele já começou. Não espera o prédio inteiro ficar de pé. Grita agora, pela fundação.
Fica com Deus. Celebre o começo — e continue firme. Até amanhã, meu querido.