Dia 59 · sábado, 28 de fevereiro

Lei Que Protege

"Se um homem casar-se com uma mulher e depois não a quiser mais por encontrar nela algo que ele reprova, dará certidão de divórcio à mulher e a mandará embora."DEUTERONÔMIO 24:1

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Transcrição

Oi, meu querido… que bom ter você comigo hoje. É o By God's Call — dia 59, Lei Que Protege.

"Se um homem casar-se com uma mulher e depois não a quiser mais por encontrar nela algo que ele reprova, dará certidão de divórcio à mulher e a mandará embora." Deuteronômio 24:1.

Esse é um dos textos mais debatidos de toda a lei de Moisés. E, à primeira leitura, ele pode incomodar — parece que Deus está autorizando o divórcio, dando um roteiro pra isso. Mas eu quero caminhar com você por esse versículo devagar, porque a coisa é mais rica e mais cheia de cuidado do que parece à primeira vista.

Anos depois, os próprios fariseus trazem esse texto para Jesus, tentando testá-lo. E a resposta dele é reveladora: "Moisés, por causa da dureza do coração de vocês, permitiu que vocês se divorciassem de suas mulheres, mas não foi assim desde o princípio." Ouviu isso? Não foi assim desde o princípio. Esse versículo em Deuteronômio não é o ideal de Deus para o casamento. É uma concessão diante de corações endurecidos, num mundo já quebrado pelo pecado. Deus não está celebrando o divórcio aqui — ele está lidando com uma realidade que já existia, porque as pessoas já estavam abandonando seus cônjuges de qualquer jeito.

E veja o que essa lei realmente faz: ela não facilita o divórcio, ela o freia. Antes dessa lei, um homem podia simplesmente expulsar a esposa de casa, sem documento, sem processo, sem nada que provasse a situação dela. A mulher ficava numa zona cinzenta perigosa — nem casada, nem livre, sem poder se casar de novo, sem proteção legal nenhuma. A exigência de um certificado formal, colocado na mão dela, criava um processo. Isso desacelerava a decisão impulsiva. E mais importante: dava à mulher prova legal da sua liberdade, permitindo que ela reconstruísse a vida com dignidade, numa cultura que não tinha rede de segurança nenhuma para uma mulher sozinha.

Então essa lei, que parece dura à primeira vista, na verdade é um ato de proteção à parte mais vulnerável da situação. Deus está limitando o dano, não endossando a causa dele.

E não podemos esquecer o que o profeta Malaquias diz claramente, séculos depois: "Eu odeio o divórcio, diz o Senhor." Deus nunca celebrou a quebra da aliança do casamento. Ele regula um mal que já existia no coração humano — mas o coração dele sempre esteve, e sempre estará, do lado da restauração, da fidelidade, da união que ele desenhou desde o Éden: os dois se tornam uma só carne.

Essa é a beleza escondida dentro de uma lei que parece só regulamentação: por trás dela está o coração de um Deus que vê a dureza humana, não finge que ela não existe, mas trabalha dentro dela para proteger os mais vulneráveis e, ao mesmo tempo, aponta continuamente de volta para o seu desenho original de amor fiel.

Então hoje, aqui está o chamado: antes do café da manhã, ore por um casamento que você conhece — pode ser o seu, pode ser de alguém próximo a você que está passando por um momento difícil. Peça a Deus que amoleça o que está endurecido, que restaure o que está sendo ameaçado, que aponte de novo para o desenho original dele de aliança e fidelidade.

Fica com Deus. Ore — e depois, aja. Até amanhã, meu querido.