Dia 39 · domingo, 8 de fevereiro
"Consagrem o qüinquagésimo ano e proclamem libertação por toda a terra a todos os seus moradores. Este lhes será um ano de jubileu, quando cada um de vocês voltará para a propriedade da sua família e para o seu próprio clã."LEVÍTICO 25:10
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Oi, meu querido… que bom ter você comigo hoje. É o By God's Call — dia 39, Ano de Jubileu.
"Consagrem o qüinquagésimo ano e proclamem libertação por toda a terra a todos os seus moradores. Este lhes será um ano de jubileu, quando cada um de vocês voltará para a propriedade da sua família e para o seu próprio clã." Levítico 25:10.
Imagina viver numa sociedade onde, a cada cinquenta anos, sem exceção, sem depender de quem estivesse no poder, a liberdade era proclamada de novo. Não era uma promessa vaga. Era uma lei. Estava marcada no calendário, tão certa quanto a chegada da primavera. Deus não deixou a graça como uma possibilidade distante — ele a programou dentro do próprio tempo de Israel.
Repara na palavra: "a todos os seus moradores." Não só aos que tinham posses, não só aos cidadãos de destaque. A todos. O escravo e o dono. O endividado e o credor. No ano do Jubileu, a linha que separava quem tinha e quem não tinha se apagava por um momento — e todo mundo respirava a mesma liberdade.
E o que essa liberdade fazia, na prática? Duas coisas, ligadas uma à outra. Primeiro, devolvia a terra. Quem tinha perdido sua herança por dívida, por fome, por qualquer desgraça da vida, recebia de volta o que era seu por direito de nascença. Em Israel, nenhuma perda era definitiva. Por mais que você tivesse caído, havia um ano marcado no futuro em que Deus dizia: vai, volta para o que é seu.
Segundo — e isso é fácil de passar batido — a liberdade também devolvia a família. "Cada um voltará... para o seu próprio clã." Não era só sobre propriedade. Era sobre pertencimento. O Jubileu reunia o que tinha sido espalhado. Trazia de volta para casa quem tinha se perdido por caminhos que a vida impõe.
E esse padrão não morreu com o Antigo Testamento. Séculos depois, Jesus entrou numa sinagoga, abriu o rolo de Isaías, e leu: "o Espírito do Senhor está sobre mim... para proclamar liberdade aos cativos... para proclamar o ano aceitável do Senhor." E então ele fechou o rolo e disse: hoje se cumpriu essa escritura. Jesus estava anunciando o Jubileu final — não um que voltasse a cada cinquenta anos, mas um que, uma vez cumprido, nunca mais precisaria ser repetido.
Então, meu querido, talvez você esteja carregando alguma coisa hoje como se fosse permanente. Uma dívida que parece impagável. Uma culpa que você acha que nunca vai soltar. Uma perda — de tempo, de relacionamento, de oportunidade — que você já decidiu ser definitiva. Mas o Deus do Jubileu é o mesmo Deus de hoje. Ele não muda seu caráter. Ele ainda proclama liberdade.
Então aqui está o convite: nomeie diante de Deus, agora, essa coisa que você carrega como se não tivesse fim. Fale em voz alta se puder. E proclame — não porque você sente que é verdade ainda, mas porque a Palavra de Deus é mais firme que o seu sentimento — proclame que ela está liberta. Que você está livre.
Fica com Deus. Ore — e depois, aja. Até amanhã, meu querido.