Dia 37 · sexta-feira, 6 de fevereiro
"O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor."1 CORÍNTIOS 13:4-5
Oi, meu querido… que bom ter você comigo hoje. É o By God's Call — dia 37, O Amor É Paciente.
Ouça estas palavras com atenção. Paulo escreve: "O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor." Primeira carta aos Coríntios, capítulo 13, versículos 4 e 5.
Repare onde Paulo começa. Ele tinha tantas palavras à disposição — força, coragem, fé, generosidade. E ele escolheu a paciência. Não é por acidente. A paciência é a primeira coisa porque ela sustenta todas as outras. O amor que não sabe esperar não é amor — é conveniência. E Deus sabe que as pessoas levam tempo para crescer. Você levou. Eu levei. As pessoas ao seu redor também vão levar.
E logo depois da paciência vem a bondade — porque a paciência sozinha pode ser fria, pode ser distante. A bondade é a paciência que resolve agir. Ela não espera que o outro mereça; ela toma a iniciativa. Ela vai na frente. Ela escolhe o bem antes que alguém peça.
Agora Paulo vira o espelho. Leia de novo: onde está escrito "amor", coloque o seu nome. "Fulano é paciente. Fulano é bondoso. Fulano não se ira facilmente. Fulano não guarda rancor." Em algum momento a frase vai partir. E não é para nos envergonhar — é para nos mostrar onde a graça de Deus ainda tem trabalho a fazer em nós. Não é condenação. É convite.
Tem uma frase aqui que me pesa toda vez: "não guarda rancor." Em grego, a ideia é de não registrar, não arquivar a ofensa. O amor rasga o caderninho. Sabe aquela lista que a mágoa adora manter — tudo anotadinho, datado, guardado para um dia usar? O amor não opera assim. Ele não coleciona erros. Ele solta.
Por quê? Porque nós fomos amados assim primeiro. Antes de você ser paciente com alguém, Deus foi paciente com você — com a sua lentidão, com as suas voltas, com as suas quedas. Antes de você perdoar alguém, você foi perdoado de uma dívida que nunca poderia pagar. É isso que Paulo quer dizer: quem é amado assim, aprende a amar assim. O amor que você recebe é o amor que você tem para dar.
E então o texto desce do céu e pousa no chão da sua semana. Porque amor não é um conceito. Amor tem nome. Amor tem rosto. Tem uma pessoa específica — você já sabe quem é — que testa a sua paciência como ninguém. Que aperta o botão certo na hora errada. Que te faz querer guardar o caderninho.
Então aqui está o que eu quero que você faça hoje. Diga o nome dessa pessoa — em voz alta ou no silêncio do seu coração. Ore por ela agora, de verdade, não uma oração de dentes cerrados, mas uma oração que pede a Deus que a abençoe. E então escolha uma bondade concreta para fazer por ela hoje. Uma. Só uma. Não porque ela merece — mas porque você foi amado quando também não merecia.
Fica com Deus. Ore — e depois, aja. Até amanhã, meu querido.