Dia 28 · quarta-feira, 28 de janeiro

Deus Se Apresenta

"E passou diante de Moisés, proclamando: "Senhor, Senhor, Deus compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e de fidelidade, que mantém o seu amor a milhares e perdoa a maldade, a rebelião e o pecado. Contudo, não deixa de punir o culpado; castiga os filhos e os netos pelo pecado de seus pais, até a terceira e a quarta gerações"."ÊXODO 34:6-7

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Transcrição

Oi, meu querido… que bom te ter comigo hoje. É o By God's Call — dia 28, Deus Se Apresenta.

"E passou diante de Moisés, proclamando: 'Senhor, Senhor, Deus compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e de fidelidade, que mantém o seu amor a milhares e perdoa a maldade, a rebelião e o pecado. Contudo, não deixa de punir o culpado; castiga os filhos e os netos pelo pecado de seus pais, até a terceira e a quarta gerações'." Êxodo 34, versículos 6 e 7.

Para sentir o peso desse versículo, você precisa saber onde ele acontece. Não é um dia qualquer. É logo depois do bezerro de ouro — logo depois de Israel, ainda com o eco dos Dez Mandamentos nos ouvidos, construir um ídolo e adorá-lo como se fosse Deus. Foi a traição mais dolorosa possível, no pior momento possível. E é exatamente ali, no meio dessa ferida, que Deus escolhe se apresentar. Não depois que tudo se resolveu. Ali, no meio da quebra.

E olha como Ele começa: "Senhor, Senhor." O nome repetido duas vezes. Isso não é estilo literário vazio — é ênfase, é um chamado direto, quase como se Deus estivesse dizendo: preste atenção em quem eu sou, porque você vai precisar lembrar disso.

E então vem a lista — cada palavra pesada, cada uma merecendo a sua própria pausa. "Compassivo e misericordioso." "Paciente." Essa palavra em hebraico fala de alguém que respira fundo antes de reagir — "lento para a ira" não significa que Deus nunca se ira; significa que Ele não reage depressa, que Ele dá espaço, que Ele é paciente diante de uma ofensa real. "Cheio de amor e de fidelidade" — não um amor ocasional, mas transbordante, constante.

E então essa frase que sempre me pega: "que mantém o seu amor a milhares." Milhares de gerações de misericórdia. Pensa no alcance disso. A bondade de Deus se estende muito além de qualquer coisa que a gente possa imaginar — muito além, inclusive, do alcance da consequência que Ele também menciona no mesmo fôlego.

Porque Deus não esconde a outra parte da verdade. Ele diz que não vai "deixar de punir o culpado." Ele não finge que o pecado é inofensivo, que a rebelião não tem peso, que a maldade pode ser varrida para debaixo do tapete sem consequência nenhuma. Esse mesmo Deus que perdoa é o Deus que leva a justiça a sério. E isso, meu querido, não é contradição — é a plenitude do caráter de Deus. Misericórdia sem justiça seria indiferença. Justiça sem misericórdia seria destruição. Deus é as duas coisas ao mesmo tempo, em perfeita harmonia.

E é exatamente aí que a cruz entra. Foi na cruz que a misericórdia e a justiça de Deus finalmente se encontraram sem contradição nenhuma. Jesus levou a punição que a justiça exigia, para que a misericórdia pudesse alcançar você e a mim sem violar quem Deus é. Esse versículo em Êxodo 34 é, de certa forma, uma profecia sobre o Calvário, escrita séculos antes de acontecer.

Então, meu querido, quando você se sente indigno — depois de um erro, depois de uma queda, depois de um dia em que você fez o próprio bezerro de ouro particular — lembre-se: foi exatamente depois disso que Deus escolheu se revelar assim. A revelação do Seu caráter não espera você ficar limpo. Ela chega no meio da sua bagunça.

Então hoje, o chamado é este: antes do café da manhã, leia Êxodo 34:6-7 em voz alta. Não apressado — devagar, palavra por palavra. Deixa que seja uma proclamação sobre quem Deus é para você, hoje, exatamente onde você está.

Fica com Deus. Ore — e depois, aja. Até amanhã, meu querido.