Dia 15 · quinta-feira, 15 de janeiro
"Agora, não se aflijam nem se recriminem por terem me vendido para cá, pois foi para salvar vidas que Deus me enviou adiante de vocês."GÊNESIS 45:5
As mensagens de voz oficiais estão sendo preparadas. As gravações de teste foram removidas para que apenas o áudio aprovado da Escritura seja publicado.
Oi, meu querido… que bom ter você comigo hoje. É o By God's Call — dia 15, Enviado Adiante.
"Agora, não se aflijam nem se recriminem por terem me vendido para cá, pois foi para salvar vidas que Deus me enviou adiante de vocês." Gênesis 45:5.
Imagina o peso desse momento. José está diante dos irmãos que o venderam como escravo — os mesmos que o jogaram num poço, que ouviram os gritos dele e continuaram o jantar, que voltaram para casa e mentiram para o próprio pai dizendo que uma fera o tinha devorado. Vinte anos se passaram. E agora esses mesmos irmãos estão diante dele, sem saber quem ele é, precisando de comida para não morrer de fome. E José tem todo o poder do Egito nas mãos. Ele poderia fazer o que quisesse com eles.
E o que ele faz é chorar tão alto que os egípcios do lado de fora ouviram. E depois fala essa frase que muda tudo: "Não se aflijam... porque Deus me enviou adiante de vocês."
Repara numa coisa: José não apaga o que aconteceu. Ele diz claramente "vocês me venderam." Ele não finge que foi um mal-entendido, não diminui a gravidade do que os irmãos fizeram. Perdão de verdade não é amnésia — não é fingir que a ferida nunca existiu. José nomeia o crime com honestidade total. E, na mesma frase, ele coloca ao lado uma segunda verdade: "Deus me enviou."
Vocês me venderam. Deus me enviou. As duas coisas são verdadeiras ao mesmo tempo. São a mesma cena, vista de dois lugares diferentes. Os irmãos vivem a vida inteira presos na primeira versão — a culpa, a vergonha, o que fizeram de errado. José escolhe viver na segunda versão — sem negar a primeira, mas sem ficar preso nela.
E por que José se dá ao trabalho de libertar os irmãos da culpa? Porque ele sabe que a culpa paralisa. Se os irmãos ficassem presos no peso do que fizeram, eles nunca conseguiriam receber a graça que ele estava oferecendo. José não está minimizando o pecado deles — está abrindo espaço para que a graça consiga chegar até eles.
E qual era o propósito por trás de tanta dor? "Para salvar vidas." Não era sobre José. Nunca foi só sobre ele. O poço, a escravidão, a prisão, os anos perdidos — tudo isso, de alguma forma que só Deus enxergava desde o início, estava preparando um homem que salvaria uma família inteira, e depois uma nação inteira, da fome. A ferida de José virou provisão para os outros.
Meu querido, talvez você tenha uma cena na sua vida que só consegue contar de um jeito: "Isso me feriu. Essa pessoa me traiu. Isso não devia ter acontecido." E tudo isso pode ser absolutamente verdade. Mas eu quero te convidar a colocar, ao lado dessa frase, sem apagá-la, uma segunda verdade: "Mas Deus..."
Não é fácil. Não é rápido. José levou vinte anos para chegar a essa frase. Mas ele chegou. E você também pode chegar.
Então hoje, antes do café, pega um papel. Escreve o que alguém fez que te feriu — com honestidade total, sem suavizar. E ao lado, escreve: "mas Deus..." E completa a frase com o bem que você já consegue enxergar que Deus tirou daquilo, mesmo que seja pequeno, mesmo que ainda esteja em construção.
Fica com Deus. Ore — e depois, aja. Até amanhã, meu querido.