Dia 13 · terça-feira, 13 de janeiro

O Sonho Contado

"Certa vez, José teve um sonho e, quando o contou a seus irmãos, eles passaram a odiá-lo ainda mais."GÊNESIS 37:5

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Transcrição

Oi, meu querido… que bom ter você comigo hoje. É o By God's Call — dia 13, O Sonho Contado.

"Certa vez, José teve um sonho e, quando o contou a seus irmãos, eles passaram a odiá-lo ainda mais." Gênesis 37:5.

Repara bem no fim dessa frase: "ainda mais." Isso significa que o ódio já existia antes do sonho. José não criou aquele ressentimento contando o que sonhou — ele só jogou combustível numa fogueira que o pai dele, Jacó, já tinha acendido há muito tempo, ao favorecer José abertamente entre os irmãos. O sonho não foi a causa do ódio. Foi o estopim.

E aqui está o que eu quero que você entenda com clareza: o sonho de José era verdadeiro. Não era arrogância de menino mimado, não era fantasia de adolescente. Era revelação de Deus. Um sonho que, anos depois, se cumpriria exatamente como foi mostrado — os irmãos se curvando diante dele no Egito. O problema nunca esteve no conteúdo do sonho. O problema esteve no momento — e talvez na forma — de contá-lo.

Isso é uma lição que muita gente de fé aprende da forma mais difícil. Deus fala com você. Ele mostra coisas — sobre o seu futuro, sobre um chamado, sobre uma promessa. E a tentação imediata é contar para todo mundo, com a empolgação de quem acabou de receber algo precioso. Mas nem tudo o que Deus te mostra está pronto para ser dito a todo mundo. Discernir o tempo certo de falar é tão espiritual quanto ter ouvido a voz de Deus em primeiro lugar.

E olha o preço que José pagou por não discernir isso. Entre o sonho e o trono do Egito, existiram anos de um poço escuro, anos de escravidão na casa de Potifar, anos de uma prisão injusta. A promessa de Deus sobre José era absolutamente verdadeira — e ainda assim ela não eliminou o caminho difícil até se cumprir. Às vezes a gente pensa que receber uma palavra de Deus significa que a partir dali tudo fica fácil. Não fica. A palavra é verdadeira, mas o caminho até ela se cumprir pode atravessar lugares muito escuros.

Então o que fazer quando Deus te mostra algo grande demais para contar agora? Guarde. Guardar não é desonestidade, não é medo, não é falta de fé. É sabedoria. É reconhecer que Deus está preparando o terreno — nas pessoas ao redor, nas circunstâncias, em você mesmo — antes que a promessa possa florescer sem ser esmagada pela inveja alheia ou pela sua própria pressa.

Talvez você tenha recebido uma promessa recentemente. Uma visão sobre onde Deus está te levando, uma palavra sobre um chamado, uma certeza sobre algo que ainda não aconteceu. E talvez a vontade de contar para todo mundo esteja forte. Antes de fazer isso, pare e pergunte: este é o tempo certo? Essa pessoa vai poder receber isso com alegria, ou vou estar colocando um peso desnecessário numa relação que já é frágil?

Então hoje, antes do café, pense numa promessa ou visão que Deus lhe deu — pode ser recente, pode ser antiga. E pergunte com total sinceridade diante dele: é hora de contar, ou é hora de guardar em oração um pouco mais? Deixe Deus guiar o seu tempo, assim como ele guiou o tempo de José.

Fica com Deus. Ore — e depois, aja. Até amanhã, meu querido.